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Estações instaladas na Central Nuclear, em Angra dos Reis, monitoram taxas de dose de radiação em tempo real

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  Equipamento usado para monitoração de taxa de dose em tempo real na Central Nuclear, em Angra dos Reis.  
 
 
 
   Uma rede de monitoração instalada pelo Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD) fornece, em tempo real, a taxa de dose de radiação no meio ambiente no entorno da central nuclear de Angra dos Reis. Uma das estações é também capaz de medir elementos radioativos presentes no ar e no solo. Os dados são acessíveis ao próprio instituto e à Diretoria de Radioproteção e Segurança Nuclear (DRS) da Comissão Nacional de Energia Nuclear, órgão regulador brasileiro para a área nuclear. A rede segue padrões avançados adotados por países desenvolvidos.

   O sistema fornece informações valiosas durante a operação habitual das usinas e em uma eventual situação de emergência. Um centro de controle e avaliação radiológica recebe regularmente os dados de medições de taxas de dose de todas as estações, que coletam índices pluviométricos. A estação instalada no Centro de Informações da Central Nuclear também conta com uma estação meteorológica completa.

   Coordenador do projeto e tecnologista do IRD, o engenheiro Marcos Cesar Ferreira Moreira explica que há sete estações em pleno funcionamento, com capacidade de medir as taxas de dose e identificar elementos radioativos emissores de radiação gama de interesse numa eventual situação de emergência.

   Os locais de instalação dessas estações foram definidos a partir de pareceres técnicos elaborados por um grupo de trabalho do IRD e da DRS. Atualmente, são sete pontos de monitoramento e outros três receberão estações. O ponto de monitoramento mais próximo da usina está situado no Centro de Informações da Central Nuclear. Há outros pontos nas cidades de Angra e de Parati, em Mambucaba, Praia Brava e Japuíba.

   Dois detectores Geiger Müller para diferentes faixas de dose são utilizados nas estações e a central de controle utiliza rede de dados celular (GSM) com protocolo da internet. As estações são autônomas, operadas com bateria para até dez anos de utilização. Caso haja interrupção da transmissão de dados por algum problema técnico, as estações guardam os dados coletados e os enviam à central quando a comunicação for restabelecida. Além dos detectores tipo Geiger Müller, a estação instalada no Centro de Informações usa um detector de brometo de lantânio, para identificar os elementos radioativos, e possui um painel solar fornecendo energia para o funcionamento da estação.

   O IRD realiza ainda a monitoração de taxa de dose e a identificação de elementos radioativos em grandes áreas empregando sistemas móveis terrestres ou aéreos. Também se encontra operacional um sistema móvel de monitoração de taxa de dose com capacidade de transmissão de dados georreferenciados em tempo real para um computador no IRD. O sistema será mais uma vez utilizado no segundo semestre deste ano, durante o exercício simulado de emergência da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto. Todas essas tecnologias incrementam a cultura de segurança, pois permitem acessar  informações com agilidade, condição fundamental para orientar ações de proteção à população em caso de uma emergência radiológica.

 

Lilian Bueno/ Ascom IRD

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