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Engenheiro Alfredo Tranjan Filho receberá medalha Carneiro Felippe no dia 22 de novembro

 

O engenheiro Alfredo Tranjan Filho receberá a medalha Carneiro Felippe no dia 22 de novembro, às 15 horas, em solenidade que será realizada no salão nobre da sede da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), no Rio de Janeiro. A homenagem é um reconhecimento pela sua relevante contribuição nas ações de resposta ao acidente com césio-137, ocorrido há 30 anos.

No último dia 10 de outubro, a solenidade do aniversário de 61 anos da CNEN foi alusiva aos 30 anos do acidente com césio-137, ocorrido em 1987 na cidade de Goiânia. O evento foi uma homenagem às vítimas do acidente e aos profissionais que colaboraram na mitigação das consequências deste acontecimento. Na ocasião, foram entregues a Medalha Carneiro Felippe e o Prêmio Octacílio Cunha, que a CNEN concede todos os anos, respectivamente, a pessoas e entidades que se destacaram em suas atuações para o desenvolvimento das aplicações pacíficas da energia nuclear no Brasil.

Neste ano, em especial, as instituições e pessoas homenageadas foram escolhidas em razão da valiosa colaboração para mitigação das consequências do acidente e pela ajuda às vítimas. Os homenageados foram escolhidos em reunião da Comissão Deliberativa da CNEN. Foram selecionados para receber o Prêmio Octacílio Cunha:  Centro de Assistência aos Radioacidentados (C.A.R.A.) da cidade de Goiânia, Marinha do Brasil, Exército Brasileiro, Força Aérea Brasileira e Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO). Para receber a Medalha Carneiro Felippe foram selecionados: Rachel Azeredo (jornalista), Alexandre Rodrigues de Oliveira (médico), Alfredo Tranjan Filho (engenheiro), Edson Tavares da Silva (coronel bombeiro) e Walter Mendes Ferreira (físico). 

Em 1987, Alfredo Tranjan Filho trabalhava em Furnas e foi cedido à CNEN para atuar na recuperação da cidade de Goiânia após o acidente com césio-137. Entre outras atividades, foi responsável pelo projeto e construção do Depósito Rejeitos Radioativos, localizado em Abadia de Goiás, na região metropolitana de Goiânia. Ele é autor também dos projetos de duas unidades da CNEN: o Centro Regional de Ciências Nucleares do Centro-Oeste (CRCN/CO) e o Centro Regional de Ciências Nucleares do Nordeste (CRCN/NE). Tranjan exerceu diversas funções na CNEN, onde chegou ao cargo de diretor de Pesquisa e Desenvolvimento.

Além disso, nos períodos de 1992 a 1994 e 2002 a 2004, foi presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (ABEN). Também presidiu a Indústrias Nucleares do Brasil (INB), entre 2007 e 2013. Hoje, trabalha como consultor em diversas áreas do setor nuclear e é uma das referências nacionais sobre informações relativas ao acidente com césio-137.

 Devido a compromissos previamente assumidos, Tranjan não pode estar presente no aniversário da CNEN, em 10 de outubro, quando a medalha foi entregue aos outros quatro homenageados. Em razão, disso foi marcada uma data especial para condecorá-lo. 

Texto: Luís Machado 

 

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