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Ministro Marcos Pontes visita o IPEN/CNEN, apresenta o 'novo' MCTI e discute saídas para as instituições

 

   

         Ministro e grupo IPEN 4

                Marcos Pontes, entre Madison Almeida e Wilson Calvo, em breve reunião com dirigentes     Foto: Hélio Akira Furusawa/IPEN

 

   O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, esteve no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/CNEN), na Cidade Universitária, nesta segunda-feira (17), para conhecer os espaços onde possivelmente será alocado o novo Escritório Regional do MCTI em São Paulo. Pontes e comitiva foram recebidos pelo superintendente do Instituto, Wilson Calvo, e pelo titular da Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento (DPD) da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Madison Coelho de Almeida.

   O IPEN/CNEN é uma Autarquia Estadual vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo e uma das 15 unidades da CNEN, a única na capital paulista. Pontes ainda não conhecia o Campus do Instituto e sua passagem, desta vez, foi rápida – menos de duas horas, mas muito importante para reafirmar seu compromisso em defesa da C,T&I e apresentar a nova configuração do MCTI, agora sem a pasta das Comunicações. "O ministro será muito bem-vindo. Quando cogitou a possibilidade de instalar o Escritório no Instituto, consultou a Presidência da CNEN, que promoveu esta reunião com a DPD e o IPEN/CNEN. Estamos honrados por recebê-lo”, disse Calvo.

   Em breve reunião, Almeida fez uma apresentação da CNEN e suas unidades técnico-científicas. Calvo mencionou preocupação com os projetos de arraste, tal como o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), que dará autossuficiência ao Brasil na produção dos radioisótopos. Comentou que o custo com importação totaliza quase US$ 20 milhões por ano e, com a variação cambial atual, o IPEN/CNEN teve uma perda orçamentária de cerca de R$ 15 milhões. "Tudo isso poderia ser reinvestido no próprio RMB, para democratizar a medicina nucelar no país”, ressaltou o superintendente.

   Outra questão levantada por Calvo foi a necessidade de recomposição do quadro de servidores, sob pena de algumas áreas de excelência do IPEN/CNEN não terem continuidade. "Muitos servidores e pesquisadores se aposentaram e não houve concurso público para novas contratações. Algumas atividades estão em risco de parar. Apesar de termos a formação de excelência da iniciação científica ao pós-doutorado, não podemos fixar esse pessoal e acabamos perdendo todo esse potencial para a iniciativa privada ou para instituições, inclusive estrangeiras”.

   

   Novo MCTI– Após a apresentações de Almeida e Calvo, Pontes externou sua intenção de retornar ao IPEN/CNEN com mais tempo, para visitar os Centros de Pesquisa, e também de conhecer as demais unidades da CNEN – antes do Instituto, ele esteve no Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), em Belo Horizonte (MG), no mês de abril. Comentou brevemente a separação do MCTIC, agora MCTI novamente, e informou que, dentre as quatro novas secretarias, uma será destinada a captar recursos para financiamentos de projetos de arraste.

   Pontes defendeu que esses projetos não podem depender apenas de aporte governamental e citou o exemplo de Israel, que destina 4% do PIB à C,T&I, sendo 1% do governo e 3% da iniciativa privada. "A gente quer trazer esse modelo para o Brasil. O MCTI tem focado nos recursos para custeio, para que os Institutos possam operar, mas também nos preocupa a reposição de seus quadros pela falta de concursos, de modo que as atividades de pesquisas não se percam”, afirmou, reiterando estar "empenhado junto ao Ministério da Economia para que o orçamento seja preservado e a C&T não seja afetada”.

   Nessa nova configuração, o MCTI está estruturado com quatro secretarias: Articulação e Promoção da Ciência, Estruturas Financeiras e de Projetos, Pesquisa e Formação Científica e Empreendedorismo e Inovação. "Queremos, com essa reestruturação, fortalecer a C,T&I no Brasil. Tenho dito isso nos meus pronunciamentos e quero reafirmar aqui meu compromisso com o desenvolvimento do país”. Pontes mencionou ser contra a fusão de órgãos como FINEP, CNPq e BNDES, salientando que "cada um tem seu papel relevante e uma fusão seria prejudicial”.

 

   Boa impressão– Dirigentes do IPEN/CNEN que estavam em trabalho presencial também participaram da reunião com Pontes, entre eles as diretoras de Pesquisa, Desenvolvimento e Ensino, Isolda Costa, e de Administração e Infraestrutura, Katia Cristina Santos, o diretor de Produtos e Serviços, Jair Mengatti, os gerentes de Centros Efrain Perini (Radiofarmácia), Eduardo Landulfo (Lasers e Aplicações), Margarida Hamada (Tecnologia das Radiações) e Marycel Cotrim (Química e Meio Ambiente), além de Denise Zezell, coordenadora do Mestrado Profissional em Tecnologia das Radiações em Ciências da Saúde.

   "O ministro foi muito simpático com todos, ouviu o Madison e o Calvo e prometeu voltar um dia inteiro para conhecer os laboratórios do IPEN. Usou da oportunidade para mencionar o planejamento financeiro para 2021 e os cortes de 18% que o Ministério da Economia impôs. Por esta razão, ele indicou várias ações alternativas para busca de recursos no setor privado, em parceria, e disse que era uma tendência que os recursos governamentais para a pasta continuassem paulatinamente a diminuir”, afirmou Denise Zezell.

  Para Isolda Costa, o encontro foi "muito positivo”. "Eu destacaria dois pontos: o primeiro, é a intenção dele de promover a interação entre pesquisadores das várias instituições do MCTI, na forma de pesquisas em cooperação como medida para diminuir os problemas resultantes da escassez de recursos humanos. O segundo, é o fato de ele estar atento às necessidades e peculiaridades dos institutos. Foi muito interessante ele ressaltar que não vê necessidade de mudanças de gestores onde o sistema está funcionando bem. Significa que ele respeita a autonomia das Instituições”, finalizou.

Texto: Ana Paula Freire / Assessoria de Comunicação do IPEN

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