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LAPOC - Inspeções em Instalações Mínero-Industriais

Existem atualmente no país várias instalações mínero-industriais que processam materiais contendo urânio e tório associados. No processamento operacional destas instalações podem ocorrer acréscimo nas concentrações de espécies radioativas nos produtos, rejeitos e efluentes líquidos produzidos, a níveis que merecem um controle adequado quanto aos requisitos de proteção radiológica ambiental e ocupacional. Neste contexto vem sendo conduzido um programa, coordenado pela DIMAP/CGLC, de inspeções nas instalações, com o objetivo de verificar as condições de segurança destas, propondo caso necessário, medidas e programas de controle radiológico e modificações do processo operacional.

O Laboratório de Poços de Caldas vem participando do programa de inspeções avaliando as questões referentes ao processo operacional das instalações e efetuando monitorações das áreas de processo com as seguintes finalidades:

As seguintes instalações vem sendo inspecionadas com a participação da DILAB: Mineração Taboca, Mamoré Mineração e Metalurgia, Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração - CBMM, Mineração Catalão e Companhia Industrial Fluminense.

A Mineração Taboca - Mina de Pitinga, empresa do Grupo Paranapanema, situa-se na reserva indígena Waimiri Atroiari, no município de Presidente Figueiredo, a cerca de 330 km de Manaus - AM. Os depósitos minerais são compostos principalmente de cassiterita, columbita, tantalita, zirconita, xenotima e criolita. No inicio das operações industriais foram lavrados minérios em depósitos aluvionares e posteriormente o minério primário intemperizado. Pretende-se a curto prazo lavrar a rocha sã devido ao esgotamento iminente do minério primário. Atualmente vem sendo processados nas unidades de beneficiamento físico, rejeitos depositados e minério primário, para recuperação e produção de apenas dois concentrados minerais: o concentrado de cassiterita e o concentrado de tantalita/columbita.


A Mamoré Mineração e Metalurgia é uma empresa do Grupo Paranapanema que se encontra localizada em Pirapora do Bom Jesus, SP. A instalação realiza a metalurgia extrativa dos concentrados de cassiterita, oriundos da Mineração Taboca - Pitinga - AM, para produção de estanho metálico como produto principal e chumbo como subproduto. No processo operacional são obtidas escórias metalúrgicas intermediárias, as quais são estocadas em pilhas e reprocessadas para recuperação de valores agregados de estanho metálico, sendo produzido a escória final, que se constitui como rejeito sólido, a qual está sendo disposta à céu aberto também na forma de pilha.


A Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração - CBMM é uma empresa privada cujos acionistas são o Grupo Moreira Sales e a Molycorp dos Estados Unidos. Situa-se no município de Araxá no sudoeste do estado de Minas Gerais e destina-se a obtenção e comercialização de produtos à base de nióbio. O complexo mínero-industrial é constituído pela mina, instalações industriais de produção, bacias e depósitos de rejeitos e instalações administrativas. O minério extraído da mina é o pirocloro, que após processamento resulta nos seguintes produtos: ligas ferro-nióbio, ligas metálicas especiais, óxido de nióbio e nióbio metálico. Como rejeitos são obtidos principalmente: rejeitos do beneficiamento físico do pirocloro, finos de chumbo, liga ferro-fósforo e escória metalúrgica.


A Mineração Catalão é uma empresa que processa minério de pirocloro para produção de liga ferro-nióbio e encontra-se localizada no município de Catalão-GO. O complexo mínero-industrial é constituído pela mina, instalações de tratamento e beneficiamento físico de minério, unidade de tratamento químico, unidade de metalurgia e bacia de rejeitos. No processamento do minério são gerados rejeitos no beneficiamento físico, os quais são enviados à bacia de rejeitos e a escória metalúrgica, que vem sendo disposta em um depósito a céu aberto.


A Companhia Industrial Fluminense - CIF é uma empresa localizada no município de São João Del Rei - MG, que produz óxido de tântalo e óxido de nióbio. Possui uma unidade para tratamento químico de concentrado de tantalita/columbita onde são realizadas operações de lixiviação fluorídrica, extração de nióbio e tântalo por solvente orgânico, precipitação dos hidróxidos metálicos e calcinação destes para obtenção de óxido de tântalo e óxido de nióbio. O principal rejeito do processamento é a borra da lixiviação onde se encontram distribuídos preferencialmente o urânio e tório contidos no concentrado da alimentação. Este rejeito vem sendo disposto em um depósito fechado.


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