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CNEN coordena retomada da proposta de criação de novo curso de graduação em Engenharia Nuclear em cooperação entre IPEN e Poli-USP

  • Publicado: Terça, 19 de Novembro de 2019, 16h47
  • Última atualização em Terça, 19 de Novembro de 2019, 16h54

 

   

A Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento da Comissão Nacional de Energia Nuclear (DPD/CNEN) reuniu-se, no dia 18 de novembro, com docentes do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/CNEN) e da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), para parametrização da proposta do Curso de Graduação em Engenharia Nuclear, uma cooperação entre estas instituições. Este será o segundo curso do tipo oferecido no país. O primeiro foi o da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em colaboração com o Instituto de Engenharia Nuclear (IEN/CNEN).

   O projeto que está sendo retomado pelo IPEN e pela Poli-USP estava parado desde 2013. Agora, está sendo promovido com novos critérios e novos atores, com aproveitamento da construção documental realizada há seis anos. Na discussão do tema, pontos de ajuste para o implemento do curso foram apresentados.

   A empregabilidade do egresso da graduação em Engenharia Nuclear é amparada pela quantidade de projetos de arrasto hoje planejados ou em execução no país. São exemplos: a terceira usina nuclear em Angra dos Reis (Angra 3); o planejamento da construção de mais plantas de geração nucleoelétrica (ambas as iniciativas da Eletronuclear); as etapas técnicas relacionadas a tais empreendimentos (projeto, construção, comissionamento, operação, manutenção e descomissionamento); a construção de três instalações nucleares do Estado Brasileiro voltadas à pesquisa, desenvolvimento e inovação, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC): o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), o Laboratório de Fusão Nuclear (LFN) e o Repositório de Baixo e Médio Níveis de Radiação (RBMN). Está incluído no contexto estruturante o Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (LABGENE), do Ministério da Defesa (MD), além das aplicações da tecnologia nuclear na indústria, na área de alimentos, na saúde, na mineração e meio ambiente.

 A proposta do novo curso é amparada pelo Decreto nº 9.600, 05/12/2018, que trata da Política Nuclear Brasileira. As instalações do IPEN, com seus mais de cem docentes e seus dois reatores nucleares de pesquisa, irradiador de Colbalto, acelerador de elétrons, cíclotrons, lasers de alta potência, aliadas às aplicações em Células de Combustível, Biotecnologia, Materiais, Ciências Ambientais e outras, formam, na pós-graduação, uma média anual superior a duzentos profissionais. Pretende-se que esta mesma estrutura docente/laboratorial também atenda o curso proposto, agregando-se professores da Marinha do Brasil, do Instituto de Física da USP, do Instituto de Energia e Ambiente da USP e do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da USP.

 Em 15/10/2019 a iniciativa recebeu a aprovação do Conselho Superior do IPEN, bem como foi divulgada no âmbito do Grupo Técnico nº 9, do Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro (CDPNB), que visa dinamizar a capacitação de recursos humanos para o setor nuclear brasileiro. Há extenso trabalho em equipe a ser realizado em 2019/2020, com vistas à consolidação e aprovação da proposta, que alcança um aspecto extremamente sinérgico por parte das instituições envolvidas.

 

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Reunião que tratou do planejamento do novo curso de graduação na área nuclear. 

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