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IPEN/CNEN sedia primeira reunião do FORO para Radiofarmácias Centralizadas

  • Publicado: Terça, 10 de Março de 2020, 11h35
  • Última atualização em Terça, 10 de Março de 2020, 11h42

FORO IPEN março 2020

Representantes de países que integram o FORO presentes à reunião sobre radiofarmácias centralizadas.  

 

Representantes de cinco dos 12 países que compõem o Foro Iberoamericano de Organismos Reguladores Radiológicos y Nucleares (FORO) estão reunidos a partir desta segunda-feira, 9/3, até o dia 12/3, no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), unidade da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) na cidade de São Paulo. O objetivo do encontro é formatar a elaboração de um guia para licenciamento e inspeção de instalações de radiofarmácias a ser adotado pela comunidade internacional. É a primeira de três reuniões previstas especificamente para a Proposta FORO Iberoamericano de Radiofarmacias Centralizadas.

Nesta primeira reunião, serão debatidas a situação dos países no que diz respeito ao número de radiofarmácias atuais e futuras, bem como a descrição dos procedimentos correntes para a emissão de autorizações e inspeções, quando aplicáveis. De acordo com Samira Marques, da Coordenação-Geral de Instalações Médicas e Industriais (CGMI) da CNEN, essa Proposta do FORO ocorre em um momento "oportuno” para os países membros e vai possibilitar que adotem procedimentos padronizados e seguros nas instalações.

"O Brasil vive um momento de mudança de metodologia da distribuição de doses de radiofármacos e de uma crescente demanda por licenciamento de novas radiofarmácias centralizadas. A ideia do Foro é homogeneizar os requisitos da área para fazermos um licenciamento seguro e otimizado em conjunto com outros países membros, que também enfrentam essas questões”, acrescentou Samira, que trabalha na área específica de licenciamentos de cíclotrons e radiofarmácias da CGMI e coordena a reunião no IPEN.

O Foro foi criado em 1997 para promover alto nível de segurança em todas as práticas e atividades que envolvam fontes de radiação ionizante e materiais nucleares. Uma de suas ações centrais é o intercâmbio de informações e experiências relacionadas à segurança radiológica, nuclear e física. A entidade mantém colaboração com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e é composta por organismos reguladores de atividades nucleares e radiológicas da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Espanha, México, Paraguai, Peru e Uruguai.

Nesta reunião no IPEN, não estiveram presentes os representantes de Espanha e Cuba, e o convidado dos Estados Unidos, esses dois últimos por restrição devido ao surto de Covid-19. Cada um dos presentes terá oportunidade de expor suas necessidades e os pontos de maior interesse nos procedimentos de licença e inspeção das instalações. "Os documentos da Agência Internacional de Energia Atômica, em conjunto com guias e modelos de alguns dos países participantes, podem servir como ponto de partida para o nosso trabalho”, comentou Samira.

O diretor-substituto da Diretoria de Radioproteção e Segurança (DRS) da CNEN, Alessandro Facure, é o representante do Brasil no Comitê Técnico Executivo do FORO. Ele deu as boas-vindas ao participantes e destacou o que considera "bons resultados e benefícios” para a região ibero-americana e América Latina, como, por exemplo, o SEVRRA (da sigla em espanhol para Sistema de Evaluación del Riesgo en Radioterapia), instrumento de análise de risco em radioterapia.

"O SEVRRA foi desenvolvido em uma reunião como essa e hoje em dia é utilizado não apenas no Brasil, mas, também, em outros países. Via de regra, os documentos que os projetos do FORO produzem, em sinergia com a Agência Internacional de Energia Atômica, têm sido convertidos em Technical Documents (IAEA-TECDOC) da própria Agência,

Coordenador-geral de Instalações Médicas e Industriais da CNEN, Facure ressaltou o apoio do IPEN para a realização da reunião e salientou a contribuição do Instituto para o desenvolvimento e produção de radiofármacos no Brasil. "Espero que o trabalho seja conduzido da maneira mais eficiente possível e agradeço a acolhida do IPEN, por nos possibilitar o desenvolvimento do projeto aqui, onde temos a maior radiofarmácia do nosso país”.

Participam da reunião, além de Samira Carvalho e Alessandro Facure, Bárbara Rodrigues, Claudia Silveira, Patrícia Gasparian e Walter Fritz (Brasil), Aylinne Román (Chile), Yuri Roger Ravello Ratzenberg (Peru), Germán Rabi (Argentina), Mauricio Salvador Peralta (México) e Ronald Pacheco (AIEA). Não vieram Ana Blanes (España), Ramón Hernández (Cuba) e Luis Nieves (EUA). "Na quarta-feira, vamos fazer uma videoconferência com os representantes que não puderam vir”, disse Samira.

A reunião do FORO continua até quinta-feira, 12, no Centro de Ensino do IPEN. Nesta terça-feira, 10, os participantes visitarão o Centro de Radiofarmácia do Instituto, onde serão recebidos pelo pesquisador e gerente Efrain Perini. "Ao final da semana de trabalho, devemos ter definidos os pontos mais importantes e dividiremos as tarefas para a próxima reunião, que será no segundo semestre de 2020, na Espanha”, adiantou Samira.

 

Sobre o SEVRRA– Software desenvolvido com o objetivo de facilitar a avaliação do nível de risco dos serviços de radioterapia e padronizar as atividades regulatórias da avaliação da segurança radiológica dessa prática médica nos países membros da FORO e, consequentemente, na região ibero-americana, promovendo boas práticas com informações sobre risco. Sua metodologia básica permite identificar pontos fortes e fracos dos serviços de radioterapia, o que possibilita concentrar esforços na implementação de medidas de segurança, barreiras e redutores, para a prevenção e redução da ocorrência de acidentes.


Países/Instituições membros do FORO:

Argentina: Autoridad Regulatoria Nuclear (ARN)

Brasil: Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)

Chile: Comisión Chilena de Energía Nuclear (CCHEN)

Colombia: Ministerio de Minas y Energía (MINMINAS)

Cuba: Centro Nacional de Seguridad Nuclear (CNSN)

España: Consejo de Seguridad Nuclear (CSN)

México: Comisión Nacional de Seguridad Nuclear y Salvaguardias (CNSNS)

Paraguay: Autoridad Reguladora NuclearRadiológica y Nuclear (ARRN)

Perú: Instituto Peruano de Energía Nuclear (IPEN)

Uruguay: Autoridad Reguladora Nacional en Radioprotección (ARNR)

 

 

 

Texto: Ana Paula Artaxo (Ascom/IPEN)

Fotografia: E. R. Paiva (Ascom/IPEN)

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