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CDTN utiliza monitoramento de aerossóis atmosféricos para traçar a rota e combater o coronavírus no ar

  • Publicado: Sexta, 29 de Maio de 2020, 07h53
  • Última atualização em Sexta, 29 de Maio de 2020, 08h51

Pouco explorado pela comunidade científica, o monitoramento permite mapear a presença e o trajeto do vírus

no ar e auxilia na prevenção e no aperfeiçoamento das medidas de segurança

 

CDTN monitoramento atmosferico

Equipamento usado no monitoriamento / profissional em atividade relacionada à pesquisa.             Foto: divulgação CDTN

 

   Com o objetivo de contribuir nas pesquisas que monitoram o funcionamento do novo coronavírus, responsável pela Covid-19, o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), órgão vinculado à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e ao Ministério da Ciência,  Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), iniciou essa semana o monitoramento do vírus em aerossóis atmosféricos em Belo Horizonte (MG). A pesquisa, desenvolvida em parceria com o Instituto de Ciências Biológicas da Unversidade Federal de Minas Gerais (ICB/UFMG), teve início na região centro-sul, onde há maior incidência da doença na cidade, e no interior e entorno de hospitais, portanto, locais de maior chance de contaminação. A perspectiva é de ampliação do estudo para demais áreas da capital mineira.

   Utilizando um aparelho que permite coletar partículas pequenas contidas no ar, os pesquisadores do CDTN farão a coleta de materiais semanalmente, que serão analisados nos laboratórios do ICB, a fim de entender melhor a rota de contaminação do coronavírus pelo ar, onde e como a contaminação é mais gerada, até que distância o vírus pode ser propagado, em que quantidade, e como evitar essa contaminação.

   Segundo Ricardo Gomes Passos, pesquisador do Serviço de Análise e Meio Ambiente (SEAMA/CDTN), esse conhecimento pode contribuir nas medidas de segurança e controle dos hospitais e dos espaços públicos das cidades. “Utilizaremos diferentes técnicas de coleta. Em uma delas, instalaremos um equipamento acoplado a uma bomba, que puxa o ar, passando-o por um filtro e retendo as partículas dos aerossóis atmosféricos (partículas muito pequenas de líquidos ou sólidos, dispersas no ar), então esse material será levado para análise no ICB, para verificar a presença do coronavírus e sua quantidade em cada amostra”, explica.

   No CDTN, a pesquisa de monitoramento de aerossóis atmosféricos é conduzida por Ricardo Gomes Passos em conjunto com a pesquisadora Marina Silveira, do Serviço de Radiofármacos e Irradiações (SERFI), e com o apoio dos pesquisadores Marcio Pereira (SERFI), Pablo Grossi (Divisão de Segurança Nuclear e Radiológica - DISEN) e Edson da Silva (DISEN). Para o pesquisador, é importante conhecer melhor a rota de transmissão do coronavírus pelo ar, seu alcance, e os tipos de partículas mais propensas a transportar o vírus, de forma a orientar com mais eficácia as melhores medidas de proteção das pessoas. “Trata-se de uma rota de transmissão que pode ser muito relevante, mas que ainda não está totalmente compreendida para esse novo coronavírus”.

   Além dessa pesquisa diretamente relacionada ao combate à Covid-19, o monitoramento dos aerossóis atmosféricos também está sendo realizado para entender melhor o impacto das fontes de poluição urbana na qualidade do ar nas cidades. O monitoramento durante a pandemia, período de menor circulação de veículos, auxilia no avanço dessas pesquisas. O Diretor do CDTN, Luiz Ladeira, afirma que a equipe de especialistas em meio ambiente tem buscado cada vez mais formas de orientar políticas de ação e combate à Covid-19, e que esse é um dos compromissos do Centro com a sociedade. “Nesse estágio atual que estamos frente a pandemia, o compromisso do CDTN com a ciência se acirra, e por isso todo o conhecimento do Centro será disponibilizado para o combate ao coronavírus”, explica.

Por Agatha Azevedo, da Assessoria de Comunicação
assessoria@cdtn.br

 

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